domingo, 20 de julho de 2008

Esquecimento

Esquecimento

Esse de quem eu era e era meu, Que foi um sonho e foi realidade, Que me vestiu a alma de saudade, Para sempre de mim desapareceu.

Tudo em meu redor então escureceu, E foi longínqua toda a claridade! Ceguei... tacteio sombras... que ansiedade! Apalpo cinzas porque tudo ardeu!

Descem em mim poentes de Novembro... A sombra dos meus olhos, a escurecer... Veste de roxo e negro os crisantemos...

E desse que era meu já me não lembro... Ah! a doce agonia de esquecer A lembrar doidamente o que esquecemos!...

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